É proibido tirar fotos em shopping center?

29/06/2009

Hoje, ao andar pelos corredores de um shopping de Manaus, me deparei com um acontecimento inusitado.

Devido a algum problema no sistema hidráulico do shopping, jorrava água escura do teto de uma loja de vestuário masculino, fato que, de imediato, chamou a atenção de muitos clientes que, “sacando” os seus respectivos celulares, documentavam a cena trágica.

A água inundou rapidamente o corredor de entrada do shopping, forçando rápida interdição do setor.

Foi quando, logo em seguida, ocorreu o inusitado: sem qualquer motivação razoável, os seguranças passaram a proibir as fotos. Simplesmente alegavam ser proibido fotografar.

Então, eu pergunto: qual fundamento legal para tal proibição?

Partindo-se da premissa de que seria legítimo o cerceamento (com o que eu não concordo), deveria o estabelecimento, em nome da boa fé, pelo menos, afixar uma placa deixando clara a proibição.

A proibição me pareceu casuística demais. Será que os seguranças também proibiriam as tão comuns fotos entre amigos? Tenho certeza que não.

No final das contas, a culpa é do STF: quem mandou incentivar a porção jornalista do cidadão?

11 Responses to “É proibido tirar fotos em shopping center?”

  1. George Lins Says:

    É o que dá tentar imitar o Poder Público quando inaugura obras inacabadas.

  2. arlindoneto Says:

    Já soube de duas situações análogas, uma das quais vivi. Vou relar, em resumo:
    1 – Um amigo me falou que viu, certa vez, em uma loja, um vendedor proibindo um cliente de fotografar um produto. Esse mesmo amigo disse que é comum ele mesmo tirar fotos de coisas que quer comprar e enviar a alguém pedindo opinião a respeito.
    2 – Certa vez, no Milênio, durante uma promoção da CVC, havia tanta gente querendo comprar, que tiveram de organizar fila do lado de fora, com faixa e cones ou algo do gênero. Interessado, fiquei ao lado da fila, próximo à vitrine, olhando os pacotes. Minha surpresa foi quando um segurança veio pedir que eu saísse dali, pois estaria atrapalhando a circulação dos clientes (os quais ainda tinham a opção de passar pelo outro lado, pedir licença, ou passar por um espaço menos folgado). Decidi ignorar o segurança, o qual veio mais duas ou três vezes dizer o mesmo, já em tom autoritário, até que decidi não mais comprar nada. rs
    Independentemente do aspecto jurídico, é lamentável a atitude dos estabelecimentos. Não há um mínimo de bom senso por parte dos atendentes, lojistas, e qualquer pessoa que lide com o público.

    • Marcelo Augusto Says:

      O pior é que ocorre exatamente o que se deu com você: o despreparo dos seguranças (e, pelo visto, dos administradores de shoppings) acaba afastando a clientela.

  3. Orgulhoso. Says:

    Essa Cidade é surpreendente, merece todas as glorias, vc gosta, fique com ela.

    • Marcelo Augusto Says:

      Cabem embargos de declaração …

      • Fulano Juridico Says:

        Prezado Marcelo Augusto,

        Embargos de Declaração é um recurso utilizado pra quando um Juiz ao proferir uma sentença em alguma ação algo ficou obscuro ou mal explicado, Vide 535 CPP.

        Não tem nada haver com o caso.

      • Marcelo Augusto Says:

        Desnecessário dizer que eu sei o siginificado dos embargos de declaração. A minha afirmação (cabe embargos de declaração) foi feita em resposta ao post do “Orgulhoso” (“Essa Cidade é surpreendente, merece todas as glorias, vc gosta, fique com ela”).

        Como eu não entendi o sentido do post, fiz uma analogia com o recurso dos embargos declaratórios, a fim de que o autor do post pudesse esclarecer o seu teor. Apenas isso.

  4. Raphael Liquer Says:

    Prezados, sou chefe de segurança de um renomado shopping de minha cidade em minas, o que minha equipe não permite são fotografias tiradas em frente a joalherias, casas de câmbio,bancos, e de entradas de galerias que deem acesso a saídas de emergência. O motivo é simples, os Shoppings assim como hipermercados, e grandes centros comerciais, são alvo de quadrilhas a todo o tempo, e por isso temos em nosso planejamento algumas formas de tentar inibir a ação destes elementos, que só praticam seus delitos quando realmente conhecem o local de sua atuação, ou são auxiliados por quem os conhece bem, e a maneira mais usada por este para tais práticas é o estudo de área através de plantas do local, fotos recentes, e informantes.

  5. Luis Ventura Says:

    Prezado Rapahel./
    Sou fotógrafo profissional. TODAS as tentativas de justificação dessas atitudes pouco coerentes e até diria bem pouco inteligentes só agravam este quadro bizarro.
    Abra a internet e veja pelo menos uma dúzia de acessórios tipo canetas espiãs a venda em diversos sites.
    Se alguém pretende assaltar um ponto comercial, bem fácil fazer todos os registros com um acessório semelhante. E se for necessário/conveniente obter mais informações de alguém interno no próprio estabelecimento por meios que tu conheces mais que eu.
    Entendo toda a preocupação com segurança, sou um ET pois ao ser barrado por uma porta giratória num banco fico tranqüilo que medidas de prevenção estão sendo adotadas e estão atuantes, porém, os exageros cometidos na maioria das situações aqui invocadas são extremamente irritantes. E constrangedoras.
    E não abro mão: se não há cartazes alertando previamente que não é permitido registros em foto e/ou vídeo peço ao sujeito que seja bem mais claro e neste ponto é para a coordenação da segurança que a movimentação se dirige.
    Então: não pode? deixe claro a regra ja na chegada, não venham pedir depois provocando constrangimento, pois o conflito se estabelece na medida que esta atitude de largada deixa a sensação de discriminação.
    Este relato se baseia nas situações de lazer, fique tranqüilo, nos momentos de registros profissionais eu tenho todo o cuidado possível, alertando os clientes (lojas) que eles precisam ter a autorização da administração do shopping para terem a sua entrada de loja registrada. Não mandam nem na fachada da sua loja.Irônico.
    Avisos.
    Regras claras. Vocês são seguranças de shopping center. Cobrem da administração isso, evita ponto de conflito e dai terão respaldo.Desculpe, mas o próximo movimento é de colocar cada um no seu devido lugar exercendo seus verdadeiros deveres dentro de suas atribuições.
    A nós resta baixar a cabeça então e sair quietinhos para não “queimar” ainda mais o filme.

  6. Peter Paul Says:

    Vou relatar o ocorrido hoje em um shoping de SP. Mais especificamente o Shoping D. Quando fui retirar meu carro da garagem em um dos andares mais altos do estacionamento, aproveitei para tirar uma foto da vista que a altura proporcionava da cidade de São Paulo. Eis que me aparece um segurança, todo cheio de razão, dizendo que não poderia tirar fotos dali. Me desculpei, e indaguei que não havia visto em nenhum local, nenhum aviso afixado de probição, o mesmo retrucou, dizendo que ele agora estava dizendo que era proibido, que teria que pedir ordens para a administração do shoping para tirar fotos, e que isso poderia dar um BO ferrado para quem fizesse fotos dentro do shoping. Deixei pra lá, mas deixo aqui a minha indignação com o fato.


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